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Aparecida de Souza Tania

LETRAS DO MEU MUNDO

Canto da reflexão... Pare, leia e aprenda! Tania Souza

To Sir With Love (Ao Mestre com carinho)

 

Filme dos anos 60 com Sidney Poitier

THOSE SCHOOL GIRL DAYS
Aqueles dias de estudante
OF TELLING TALES AND BITTING NAILS ARE GONE
De contar mentiras, e roer unhas se foram
BUT IN MY MIND
Mas, em minha mente
I KNOW THEY WILL STILL LIVE ON AND ON
Sei que sempre, sobreviverão
BUT HOW DO YOU THANK SOMEONE
Mas como agradecer alguém
WHO HAS TAKEN YOU FROM CRAYOUS TO PERFUME
Que te fez "crescer como gente"
IT ISN'T EASY BUT I'LL TRY
Não é fácil mas vou tentar
IF YOU WANTED THE SKY
Se você quisesse o céu
I WOULD WRITE ACROSS THE STARS IN LETTERS
Eu escreveria nele com as estrelas
THAT WOULS SO AN THOUSAND FEET HIGH
A mil pés de altura
TO SIR WITH LOVE
Ao mestre, com carinho
THE TIME HAS COME
Chegou a hora
FOR CLOSING BOOKS AND LONG LAST LOOKS MUST STAND
De fechar os livros ... Enquanto longos e últimos olhares permanecem
AND AS I LIVE
E enquanto eu viver
I KNOW THAT I'M LEAVING MY BEST FRIEND
Saberei que estou, deixando meu melhor amigo
A FRIEND WHO TAUGHT ME THE RIGHT FROM WRONG
Um amigo, que me mostrou o certo e o errado
AND WEAK FROM STRONG
O fraco e o forte
THAT'S SO HARD TO LEARN
Isso é tão difícil de aprender
WHAT ? WHAT CAN I GIVE YOU IN RETURN ?
O que? O que posso eu lhe dar em troca ?
IF YOU WANTED THE MOON
Se você quisesse a lua
I WOULD TRY LEFT THE STARS
Eu tentaria levar as estrelas
BUT I "REGUARD" TO LEFT IN MY HEART
Mas eu, dou toda segurança do meu coração
TO SIR WITH LOVE
Ao mestre, com carinho

GOSTO DE SAUDADE


Não sei se saudade tem cor. Dizem que sim. O que eu sei é que ela tem forma. Tem gosto. Tem cheiro. E peso também. E, acreditem, ela tem asas!!! Se não, como nos transportaria tantas vezes a lugares tão distantes? E sei ainda que ela se agiganta quando mais tentamos diminuí-la. Sei que ela dói de dor intensa e sem remédio.
Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência do tamanho da importância das pessoas pra gente. Porque quando amamos alguém, a saudade já chega por antecipação, sorrateira, disfarçada de algo que não conseguimos decifrar. É aquela dor fininha de não sei o quê, a angústia boba que nos invade só de imaginar a separação. E a gente fica meio sem saber o que fazer.

Mas é assim... é uma dor que gostamos de sentir, um sabor que queremos provar, é algo que não sabemos explicar, mas é quase paupável. É amor disfarçado de muita coisa. São emoções guardadas bem lá no fundo.
Saudade... Do que foi e do que vai ser. Saudade que nos acompanha pra diminuir a solidão e que nos mostra, sobretudo, que estamos vivos.
Aprendi ainda que saudade não mata. É só quase. A gente pensa que vai morrer, mas sobrevive sempre, porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa que chamamos de esperança, que nos ajuda a caminhar, porque saudade, como o amor, não é cega, saudade vê mais além.

Letícia Thompson

Começo Meio e Fim


Convivemos com esta assertiva constantemente. Desde crianças nós somos ensinados e condicionados de que as coisas são sempre assim: tem um começo, um meio e um fim. Aceitamos isso incondicionalmente, para qualquer coisa que se tome como exemplo. Assim, apreendemos desde cedo que as todas as coisas tem um começo, um meio e um fim.. Seja um brinquedo, um automóvel, uma construção, ou mesmo um ser vivo, como as plantas e os animais. Até quanto ao próprio universo, esta idéia é aceita de que o mundo foi criado, tem uma existência e terá um término. Até aqui tudo bem, todo mundo aceita. Agora, quando se tratar da sua pessoa, do ser humano que é, a coisa muda de figura.
Admitir que ele teve um começo, ele aceita; admitir que ele está vivendo, e que portanto há um meio, também ele admite; agora admitir o seu fim, a sua morte, ele não admite. O seu egoísmo o impede de aceitar. Passa a indagar a si próprio: “como pode deixar de existir um ser como eu?” Bonito, inteligente, capaz de tantas ações, capaz de mexer com a vida de tantas pessoas... Acha mesmo, que ele é indispensável. Quando ele tenta se relacionar com o universo que o cerca, ai ele é incapaz de se confrontar dimensionalmente. Não consegue conceber a insignificância da sua dimensão frente a este infinito e mesmo admitir o próprio infinito. Isto acontece principalmente porque vivemos sempre sob dimensões diminutas, quer quando consideramos as quatro paredes que nos cercam, seja dentro das dimensões de uma casa, ou dentro das dimensões de uma cidade, e até mesmo de um continente. Assim como é difícil admitir o infinito, é igualmente difícil admitir a insignificância dimensional que somos, frente a este infinito universo que nos rodeia. Pela existência desta dificuldade nós nos agarramos a qualquer coisa que tente provar o contrário, mesmo que esta prova só exista dentro de nós mesmos, não importando que possa ser demonstrada, pois ela existirá somente dentro da nossa mente. Em regra geral é isso, o ser humano não admite a extinção da sua vida, mais por egoísmo que qualquer outra razão. Dizem que o ser humano é assim mesmo, egoísta por natureza.
Acho que deveríamos tentar fazer uma reflexão maior sobre isso; talvez conseguíssemos aceitar a nossa insignificância.

Carlos Roberto Caliento

Pela Ânasia Louca de Viver


Pela ânsia louca de viver, já vivi segundos que demoraram uma eternidade para passar, e dias que se escoaram entre os dedos, e o pior...sinto que os perdi...

Encontrei pessoas que adoraria encontrar novamente e outras que nem penso em reencontrar.

Tive conversar deliciosas de conversar, como também palavras duras de aguentar.

Já trabalhei em empresas as quais muito me dediquei e outras em que só esperava o salário no final do mês.

Já ouvi músicas que me tocaram e me fizeram chorar, outras mesmo sem querer, o corpo balançar, e ainda outras tão horriveis, que nem o refrão dá pra lembrar.

Pela ânsia louca de viver, eu vivi o amor, tive loucas paixões, daquelas que marcam e ferem, e outras suaves e mansas como uma leve brisa.

Mas sempre fica uma lembrança gostosa, do sabor inesquecivel de um beijo molhado.

Já no corpo as marcas de mãos, de unhas e dentes que marcam delicadamente, no ar, um cheiro gostoso de saudade, dessas que nos fazem estremecer de olhos abertos, esses são os frutos da nossa árvore das emoções.

Mas como sempre...também tive decepções, sofri traições...sofri tamanhas desiluções que é melhor esquecer...deixar prá lá é melhor evitar, não vale a pena recordar essas lembranças eu já enterrei, deixei meu coração livre para viver, e em cada novo amor, em cada nova paixão, puder perceber, que todas as experiências da vida, são retratos, video tapes e canções que eu permito, que eu gravo ou não na minha alma, e a minha alma é uma grande mala de emoções, que leva apenas o que eu quero levar.

Eu acredito em você.

Autor: Carlos Alberto Baltazar

Como morrer velho

Salvo raríssimas exceções, uma coisa é via de regra para todos os seres vivos que eu conheço: nenhum quer morrer. Tem gente de todo tipo. Gordo, alto, magrela, baixo, narigudo, feio, louco, careta, esperto, manco, bondoso... E todas essas criaturas únicas têm as suas preferências. Alguns gostam de lasanha e outros detestam cigarro. Tem aqueles que preferem ficar calados e uns que adoram fazer suruba. Tem pessoas que não suportam futebol e há até quem odeie chocolate.

Em comum entre esses inúmeros seres estranhos, só existem duas coisas. E uma delas é justamente o desejo de adiar a morte. Mesmo os que se consideram infelizes, e passam a vida amaldiçoando cada dia, no fundo não querem partir dessa para o desconhecido.

Já pensei muito sobre o porquê da nossa existência na Terra, assim como centenas de filósofos e também o Zé da Silva já pensaram. Da mesma maneira que eles, não cheguei a nenhuma conclusão. Ou cheguei a muitas, o que dá na mesma. Por isso, hoje, por pura humildade, aceito a vaga teoria de que os seres vivos estão aqui em busca da evolução.

Entretanto, meu caro, talvez seja justamente aí que more a maior das contradições da vida. Pode ser que nesse ponto esteja o motivo das atrocidades que sempre ocorreram e provavelmente nunca deixarão de acontecer no mundo.

Acompanhe comigo. Ninguém quer morrer, certo? Ao mesmo tempo, as pessoas vivem para buscar a evolução e se tornarem melhores do que já foram, correto? Então, quando elas conseguirem alcançar um grau satisfatório de desenvolvimento elas já terão cumprido suas jornadas, não é? Seguindo esse raciocínio, nesse momento sublime em que o cidadão chega no auge, a morte vem como uma consagração, de braços abertos, feliz e faceira.

O cara se torna merecedor da morte. Mas, porra, ele não quer morrer. Isso é a única coisa que ele tem certeza de que não quer. Então, por que ser digno dela? Por que evoluir nesse tanto? Não, mil vezes não. Mesmo que de forma inconsciente ele sabe que o melhor é ainda não estar no ponto... E assim ele começa a negar o caminho da evolução.

Daí ele mata, estupra, engana, rouba, mente, tortura, trai, humilha, abusa, ameaça, cospe, agride, chantageia, intimida... Faz o que for preciso. Cada um na sua categoria e de acordo com as suas preferências.

E há ainda um outro importante ingrediente que colabora para desestimular o processo evolutivo. Aliás, essa é a segunda coisa que existe em comum entre os seres: ninguém sabe com certeza absoluta o que vai acontecer depois da morte. Há mil e uma conjecturas, mas convicção é impossível ter.

E diante de tantas indefinições, por que seguir o caminho mais difícil sem saber se, no futuro, será recompensado pelas boas atitudes? E ainda por cima correr o risco de morrer jovem.

Bom, você pode ter achado esse raciocínio torto. Ou então pode até ter considerado esse texto uma grande porcaria. Mas uma coisa eu garanto, com esse seu jeito crítico, birrento, prepotente e soberbo, você ainda vai morrer de velhice.
Rogeria Morfina

A Dança


Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda

O vento na Ilha

O vento é um cavalo
ouça como ele corre
pelo mar, pelo céu.

Quer levar-me: escuta
como percorre o mundo
para levar-me longe
Esconde-me em teus braços
por esta noite somente,
enquanto a chuva abre
contra o mar e a terra
suas incontáveis bocas.

Escuta como o vento
me chama galopando
para levar-me longe.

Com teu peito em meu peito,
com tua boca em minha boca.
nossos corpos atados
ao amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa levar-me.

Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque
galopando nas sombras,
enquanto eu, submerso
debaixo de teus grandes olhos,
por esta noite somente
descansarei, meu amor.

 

Pablo Neruda


Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advêm das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que os fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade

"A manhã é um convite diário para vencermos o desafio de construir um mundo melhor ao correr do dia.

Podemos comparar nossa vida a uma caminhada por longo vale.

Dias de sol, o céu em azul celeste, a brisa nos acariciando a face, o canto mavioso dos pássaros nos tocando o coração, mas também a chuva nos visitando, o frio em certas épocas açoitando-nos a pele, a tempestade nos assustando...

Também observamos perigos e belezas pelos lugares por onde passamos. As lembranças e provisões que amealhamos nos momentos agradáveis nos sustentam e animam nas horas dos embates.

Por isso o desânimo é sentimento não apenas negativo, mas sobretudo desnecessário.

Desanimar-nos é como sentar-se à beira do caminho sofrendo sede quando o regato está logo após a próxima curva...

É preciso prosseguir na marcha mesmo quando há dificuldade em enxergar a trilha. Caminhando devagar, mas sempre seguindo... E nos dias de sol, que são mais abundantes (não esqueçamos disto), vençamos quilômetros, com alegria e esperança. Jamais desanimemos! Ânimo! Nossa jornada é nossa obra pessoal..."


Do livro Reflexões para a paz, de Joamar Zanolini Nazareth, Minas Editora, pág. 107.

AMOR-PERFEITO

Amor-perfeito é uma flor.
Nem imagino como ela vem a ser,
nunca a vi de perto,
nem por perto,
sei apenas que é uma flor.
Mas o que isso adianta?
Nada vai mudar na minha vida
saber da flor do amor-perfeito
se nunca a vi,
nunca a peguei,
nunca a toquei,
nunca a olhei,
nunca a cheirei,
sei apenas que existe!
como também posso negar sua existência
e dizer que amor-perfeito não é flor que se cheire,
Portanto, amor-perfeito não é flor
e nem ao menos bonita.
Amor-perfeito é apenas e tão somente uma palavra,
como tantas outras que dizem ser uma flor,
mas no fundo não são nada
a não ser palavras
que nada me dizem,
nada me revelam.
Apenas uma palavra nova
para uma velha vida.

Autor: Carlos Alberto Baltazar

Almas Perfumadas

(Carlos Drumond de Andrade)


"Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede.
Que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão-doce da cor mais doce que tem para
escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente
desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são
invisíveis

Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto
pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal!
Do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e
daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem
certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença
sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem
de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos,
Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como VOCÊ que nem percebe como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de DEUS."

Cronica de amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado em fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.

Então?

Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas.

Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar.

Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa...

Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, ta assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!

(Arnaldo Jabor)

O mundo sem mulheres!

(Arnaldo Jabor)
 
O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê?
O sujeito quer ficar famoso pra quê? O indivíduo malha, faz exercícios pra quê?
A verdade é que é a mulher o objetivo do homem. Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função
de você.
Vivem e pensa em você o dia inteiro, a vida inteira. Se você, mulher, não existisse, o mundo não teria ido
pra frente. Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo. Um mundo só de homens seria o grande erro da criação. Já dizia a velha frase que "atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". O dito está envelhecido. Hoje eu diria que "na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". É você, mulher, quem impulsiona o mundo. É você quem tem o poder, e não o homem. É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o  local das férias. Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens.
E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher. Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens. Já pensou? Um casamento sem noiva ? Um mundo sem sogras? Enfim, um mundo sem metas.
ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES:
1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.
2- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito.
3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
5- Como são encantadoras quando comem.
6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.
7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.
8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.
9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.
10- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.
11- O brilho nos olhos quando sorriem.
12- O jeito que tem de dizer "Não vamos brigar mais, não.."
13- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.
14- O modo de nos beijarem quando dizemos "eu te amo".
15- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.
16- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.
17- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.
18- O jeitinho de dizerem "estou com saudades".
19- As saudades que sentimos delas.
20- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.
 

Lidar com o sofrimento, um aprendizado

:: Flávio Gikovate ::


Em vez de tentar impedir que nossos filhos sofram, devemos ajudá-los a vencer os obstáculos da vida.

Um aspecto que não pode ser subestimado quando refletimos sobre nossa evolução psicológica é o das peculiaridades inatas. Mais importantes que os obstáculos que a vida nos impõe são nossas forças para ultrapassá-los e tirar deles lições importantes. Portanto, em vez de tentar impedir que nossas crianças sofram, deveríamos ajudá-las a desenvolver seu potencial interior, a fim de serem capazes de adquirir competência para suportar dores físicas e mentais.

Não se pode evitar, por exemplo, que uma criança sofra com a morte precoce do pai. O que interessa é ajudá-la a desenvolver, mais cedo do que seria natural, competência para lidar com a dor da perda afetiva, com responsabilidades maiores do que as que se poderia pretender para aquela idade; a mobilizar, enfim, toda a sua energia interior para ultrapassar, da melhor maneira possível, essa experiência marcante e dramática. A expressão "da melhor maneira possível" é importante, pois não há como impedir alguns desdobramentos. Por exemplo: o desenvolvimento precoce da responsabilidade poderá influir na sua história de vida, tornando-a menos capaz para o lazer e excessivamente preocupada com as pessoas que dependerão dela. Não há muito o que fazer, a não ser compreender que aquilo que somos hoje é fruto da forma como nosso cérebro respondeu aos obstáculos dá vida.

Acredito que algumas crianças nasçam com maior tolerância às dores. As que não nascem assim tendem a agir com agressividade e descontrole quando frustradas. É nosso dever ajudá-las a desenvolver a tolerância; isso será uma conquista mais difícil para elas e exigirá maior energia por parte do educador. A título de comparação, sabemos que algumas crianças nascem com maior facilidade para aprender a tocar um instrumento musical. Para as menos dotadas, será preciso um número maior de aulas e muito mais persistência, para que se saia tão bem quanto outra, que tocará apenas "de ouvido". O importante, no caso da capacidade de lidar com dores, é não aceitar o "estopim curto" das mais intolerantes como se isso fosse uma peculiaridade irreversível. Devemos lutar para ajudá-las a aprender a não reagir com violência diante das contrariedades inevitáveis da vida. Insisto nesse ponto, pois é indispensável que a criança possa ultrapassar o egoísmo natural e respeitar os direitos dos outros - o que, não raramente, implica frustrações e renúncia de alguns dos seus desejos.

Somos diferentes em quase todos os aspectos da nossa constituição física e psíquica. As variações da inteligência são enormes, e também as relacionadas à agressividade, intensidade dos medos e capacidade de lidar com eles, força do instinto sexual. O vigor físico varia tanto no que diz respeito à saúde como à força muscular e à estatura. Nossa aparência física é única e sujeita a julgamentos próprios de cada época e lugar.
Você já observou como a beleza, principalmente a feminina, pode determinar o destino de uma pessoa? A menina bonita é tratada com mais deferência desde a infância. Ao sair com suas crianças, os pais gostam de exibi-las como uma espécie de "obra-prima". A menina compreende tudo e, desde cedo, se percebe como uma pessoa especial, uma espécie de princesa. Ao observar o mundo saberá que "beleza é fundamental", que é um grande valor e privilégio. Com a chegada da puberdade, receberá todo tipo de convites, de facilidades, sentirá que todas as portas do mundo estarão abertas para ela. É, como dizia um autor norte-americano, uma "celebridade genética", famosa sem ter feito nada além de nascer. Tenderá a se acomodar a essas facilidades, tornando-se pouco disciplinada e nada esforçada para atividades intelectuais e profissionais, o que poderá lhe custar grandes prejuízos no futuro.

Por Pedro Bial...

Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos.
Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada.
Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.
Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade,que é mesmo o que e causa em todos os que ficam.
A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta.
Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada,está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório,colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez
foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se Despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as
pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos,fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.

Por isso viva tudo que há para viver.

Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida...

Perdoe....sempre!!!

Oração da primavera

O sangue corre rápido nas veias

Como o vento agitando a folhagem

Como a seiva acordando os brotos

Como as flores crescendo nas árvores.

O coração bate feliz

Como os pássaros chegando de viagem

Como os coelhos correndo pela erva

Como o pólen voando no ar da tarde.

O corpo canta com a mudança

Como as promessas feitas na fogueira

Como a noite de estrelas próximas

Como a visão da luz dourada.

Ó primavera, eu a saúdo!

Que eu cresça na sua vibração

E brote e dê frutos

E oferte cores como as flores.

(Lori EagleEye)

O Único Animal

O homem é o único animal...
que ri
que chora
que passa por outro e finge que não vê
que fala mais do que papagaio
que está sempre no cio
que passa trote
que passa calote
que mata à distância
que manda matar
que esfola os outros e vende a pele
que alimenta as crias mas depois cobra com chantagem sentimental
que faz o que gosta escondido e o que não gosta em público
que leva meses aprendendo a andar
que toma aula de canto
que desafina
que paga para voar
que pensa que é anfíbio e morre afogado
que pensa que é bípede e tem problema de coluna
que não tem rabo colorido mas manda fazer
que só muda de cor com produtos químicos ou de vergonha
que tem que comprar antenas
que bebe, fuma, usa óculos, fica careca, põe o dedo no nariz e gosta de ópera
que faz um boneco inflável da fêmea
que não suporta o próprio cheiro
que se veste
que veste os outros
que despe os outros
que só lambe os outros
que tem cotas de emigração
que não tem uma linguagem comum a toda a espécie
que se tosa porque quer
que joga no bicho
que aposta em galo e cavalo
que tem gato e cachorro
que tem lucro com os ovos dos outros
que caça borboleta
que usa gravata e pensa que Deus é parecido com ele
que planta e colhe
que planta e colhe e mesmo assim morre de fome
que foi à lua
que apara os bigodes
que só come carne crua em restaurante alemão
que gosta de escargot (fora o escargot)
que faz dieta
que usa o dedão
que faz gargarejo
que escraviza
que tem horas
que imita passarinho
que poderia ter construído Veneza e destruído Hiroshima
que faz fogo
que se analisa
que faz ginástica rítmica
que sabe que vai morrer
que sabe que vai morrer e mesmo assim,
vai atrás do motorista que cortou sua frente,
só para xingar a mãe dele e se desagravar,
porque não leva desaforo pra casa de vagabundo nenhum
que sabe que vai morrer e mesmo assim, ou por causa disto,
fica fazendo caretas na frente do espelho
que se compara com os outros animais
que se mata
que se pinta
que tem uma cosmogonia
que senta e cruza as pernas
que chupa os dentes
que pensa que é eterno

O homem não é o único animal...
que constrói casa, mas é o único que precisa de fechadura
que faz sexo, mas é o único que precisa de manual de instruções
que foge dos outros, mas é o único que chama de retirada estratégica
que se ajoelha, mas é o único que faz isto voluntariamente
que trai, polui e aterroriza, mas é o único que se justifica depois
que engole sapo, mas é o único que não faz isso pelo valor nutricional

[Luiz Fernando Veríssimo]

Tuas mãos


Quando tuas mãos saem,
amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?

Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.

A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.

PABLO NERUDA

Do que é feita uma Amizade?

Engraçado, eu sempre fiquei pensando em que momento da vida foi criado esse sentimento... a amizade.
 
Quem será que compôs o primeiro par de amigos da face da terra?
Fico imaginando que eles devem ter tido muitas dificuldades nesse relacionamento, afinal foram os pioneiros em dar carinho, aparar arestas, serem muitas vezes incompreendidos e ainda assim estarem sempre de braços abertos para receber o outro quando preciso.
Bom, mas o tempo passou e hoje já sabemos muitas coisas sobre amizade.
Há de se entender que a amizade não é algo somente que nos traz alegrias e esse é o maior desafio dela.
Há de se aceitar que se pode ter amigos diferentes de nós, em raça, religião, temperamento, criação, cultura.
Isso na verdade não é importante na amizade.
Há de se saber que as regras principais da amizade são o respeito, a consideração, a tolerância e a humildade.
O respeito é primordial, aliás em qualquer tipo de relacionamento ele se faz necessário.
Pessoas tem seus limites e esses limites devem sempre serem respeitados.
O fato de termos amizade e intimidade com alguém, não nos dá o direito de violar certas regras que estão implícitas em uma amizade.
A consideração é um fator muito importante também. Não adianta sermos tudo de bom para alguém e nos momentos mais delicados e necessários para esse alguém, não temos a consideração que se resume na atenção devida.
Espera-se mesmo que a amizade, como qualquer outro sentimento, seja uma via de mão dupla. Não existe a possibilidade de só darmos, jamais recebermos e ainda assim sermos realizados nesse sentimento.
Não se trata de um "toma lá dá cá", mas se trata de um "eu me lembro quando eu precisei e você esteve comigo, portanto agora você precisa e eu estou aqui", e isso há de ser feito com um sorriso nos lábios e muito amor no coração.
A tolerância, talvez seja essa a parte principal.
Há de se entender que nenhum ser humano vive em total estado de bom humor a vida toda. Haverão dias que os ânimos não estarão bons, o coração de um deles não estará bem.
Isso sem contar que as pessoas em geral têm os mais diversos tipos de temperamentos e de atitudes.
Há de se saber que para se ter um amigo, alguns momentos desagradáveis dele teremos que suportar, passar por cima mesmo, ignorar, sabendo inclusive que ele em algum instante fará o mesmo por nós se for amizade verdadeira o que ele sente.
Há de se saber, aceitar e entender, que a perfeição em termos de ser humano não existe, cometemos todos, diversas vezes, falhas, enormes falhas.
Nenhum de nós é o rei da verdade, nenhum de nós está certo o tempo todo... em algum momento o nosso amigo é que será a parte certa e por mais que o nosso orgulho nos impeça de dizer, teremos que aceitar.
A humildade há de precisar estar presente sempre.
Amigos que não convivem com isso, dificilmente conseguirão levar uma amizade avante.
Há de se ter humildade pra dizer coisas simples:
Eu não sei, você me ensina?
Eu não consigo, você me ajuda?
Eu não posso, tenho medo, você vai comigo?
Eu errei, me perdoa?
Eu me arrependi, você me desculpa?
Eu não fui fiel a você, me dá outra chance?
Eu disse o que não devia, você pode esquecer?
Eu ando negligenciando nossa amizade, você me permite recuperar esse tempo perdido?
Ser humilde numa amizade, não significa provar ao outro o seu grau de importância na nossa vida.
Por fim, uma amizade há de ter altos e baixos, há de atravessar furacões, cair em abismos, há de se despedaçar toda... mas se for amizade de verdade, há de voltar, envolta em ferimentos, apoiada numa bengala, sangrando até... e há de encontrar o seu companheiro com o curativo nas mãos, amor no coração e disposto a dar o perdão!

Ser amigo, é todos os dias aprender alguma coisa nova, é sempre ter algo de que se arrepender por alguma coisa que se deixou de fazer.

Ser amigo é principalmente dividir uma emoção, saber acalentar um coração e deixá-lo voar pra longe de nós quando ele precisar.
Mas ser amigo é especialmente se recolher num cantinho e esperar esse coração voltar pra nossa mão no momento que ele achar que é bom.

(Silvana Duboc)

PARA VIVER UM GRANDE AMOR!!!!!


Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.


Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.


Aprendendo a conversar com Deus

Letícia Thompson

Para conversar com Deus é preciso antes de tudo aprender a estar em silêncio.

Muitos se queixam que não conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério.

Deus nos fala. Mas geralmente estamos tão preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve. Se falamos o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz. Enquanto nosso eu estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.

A maneira mais simples de orar é ficar em silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de Deus se manifeste. E Ele vem sempre. Ele entra no nosso coração e quebranta nossas vidas. Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.

Nosso grande problema é chegar na presença de Deus para ouvir somente o que queremos. Geralmente quando chegamos a Ele para pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos. Não pedimos que nos diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso. É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos. Mas Deus nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos comportamos como crianças mimadas. Deus nos quer amadurecidos e prontos para a vida.

Quem é Deus e quem somos nós? Quem criou quem e quem conhece o coração de quem? Somos altivos e orgulhosos. Se Deus não nos fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.

Portanto, se quiser conversar com Deus, aprenda a estar em silêncio primeiro. Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir. E aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas são as mesmas que impomos. Deus também diz "não" quando é disso que precisamos. Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso amanhã. Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.

A bíblia nos dá este conselho: "quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao Teu Pai."

Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e que nunca compreendemos. Mas ainda é tempo...

Encontramos no livro de Provérbios a seguinte frase:
"as palavras são prata, mas o silêncio vale ouro."

A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.

A PORTA DO LADO

Por Dráuzio Varella

Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente...

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.

Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.

Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.

Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.

Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.

Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.

Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado."

Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia. Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem e para o mal - portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.

A "Porta do lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída... Experimente!

Generosidade

"Sabe porque a Natureza é tão bela e perfeita?
Porque ela é generosa e se abre para a vida,como a flor que oferece o seu mel
para as abelhas, que levam o pólen e espalham nova vida,em uma troca amorosa,
onde todos ganham, sem espaço para barganhas mesquinhas.

Assim o mar imperioso e forte,humildemente se abaixa para receber
as águas dos rios,que alimentam a sua força, e agradecido segue viagem,
e no turbilhão da sua força,os minúsculos plânctons alimentam as gigantescas baleias.

Generosamente o mar oferece energia, lazer, alimento e tempero para a vida.

O vento renova o ar que você respira,traz o cheiro da vida que vem dos campos,
cheiro de terra molhada depois da chuva,que te faz suspirar e relembrar a infância.

As montanhas se enfeitam com neve,fazem da paisagem um cartão postal,da terra vem o alimento, e por fim o abrigo que agasalha nosso corpo na derradeira viagem.

Generosidade, esse é o segredo da vida,que a sábia Natureza nos ensina,
pedindo que você se respeite,que saiba compartilhar, doar-se,estender as mãos, dividir o pouco,para dividir mais quando mais possuir.

Generosidade grandiosa como a do Sol,que não escolhe pessoas para aquecer, banha ricos e pobres, brancos e negros,numa simbiose amorosa, tudo igual,porque mesmo diferentes, somos todos iguais.

E quando você se abrir para a generosidade,quando a humildade te tocar na alma,quando você espalhar apenas as boas sementes,verás por fim, que a Natureza e você,são elementos de um mesmo quadro,de um Grande pintor Divino,que usa tintas amorosas,mesmo nos erros teus,porque tudo isso tem as mãos de Deus!"

(TEXTO: Paulo Roberto Gaefke)

Meditação

A vida não é um sonho,
mas como viver sem sonhar?
Que fazer do amor
que nasce no âmago e não pode viver?
Que fazer da alegria ,
que um dia nos sorria,
agora no silêncio das noites vazias,
sem prantos, sem lágrimas,
os soluços não encontra, para desabafar?

Que fazer do sufoco, do grito sem eco,
que se estende ao infinito para nada buscar?

Que fazer da dor, que não se pode sentir,
porque os laços são frágeis
e fáceis demais de se desatar?

Que fazer da saudade
de momentos de ternura,
nos quais se oferece
por pura necessidade
de se dar?

"Não lamentes, não chores, não ofereças, que o amor se realiza
no silêncio paciente
dos que nada têm a buscar...

Não fales. Não grites.
Que se o mundo te ouve
destruirá todas as cores
que de fantasia criaste
no painel de teus sonhos
com pincéis incolores."

Kkrishna - Atma Darshan

Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!

Deepak Chopra , é um indiano radicado nos EUA desde a década de 70, médico formado na Índia, com especialização em Endocrinologia nos Estados Unidos e Filósofo de reputação internacional, já escreveu mais de 35 livros, é um dos mais respeitados pensadores da atualidade

Por: Deepak Chopra

Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!
Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrario, pode fortificá-lo tremendamente.
A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida.
A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse propriamente dito!
Suas células estão constantemente processando as experiências e metabilizando-as de acordo com seus pontos de vista pessoais. Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Você se transforma na interpretação quando a internaliza.
Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo - a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.
Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição.
Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos. A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido. O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia!
Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: " Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos."
Você quer saber como esta seu corpo hoje.
Lembre de seus pensamentos de ontem.
Quer saber como estará seu corpo amanhã?
Olhe seus pensamentos hoje!
" Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!"
 
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